Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008
Foto de Annie Leibovitz: Meryl Streep, 1981
psiquiatria
dizer assim: quem sou eu?
Por Miguel Duarte Soares, no seu blog Homem de Cuecas, aqui
"Ser natural é a mais difícil das poses." Oscar Wilde,
por aly . 5:46 PM .
Sábado, Fevereiro 23, 2008
Cartaz do filme Salomé: Theda Bara dirigida por. J. Gordon Edwards, 1918
Theda Bara em nove fotocenas de Cleópatra,
sob a direção de J. Gordon Edwards, 1917:
theda bara theda bara theda bara
theda bara theda bara theda bara
theda bara theda bara theda bara
Theda Bara iniciou sua carreira de vamp em 1914, aos 29
anos de idade. Dos 42 filmes em que participou até 1926,
somente cinco não foram 'dirigidos' por J. Gordon Edwards,
por aly . 9:18 PM .
Terça-feira, Fevereiro 19, 2008
Hasta la victoria, comandante Fidel, siempre
CUBA: um País anticonsumista,
por aly . 10:45 AM .
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Foto de León de Sircon: Sera porque te quiero? – 2007
BESTIÁRIO DE J.J. ARREOLA
Z de Zebra
Gulosas, as zebras devoram planícies de pasto africano,
com pleno conhecimento de que nem o corcel árabe, nem
o puro-sangue podem chegar a semelhante redondeza das
ancas, nem a igual finura de traços.
A zebra leva a sério sua vistosa aparência e, ao saber-se
raiada, entigrece. Presa em seu emaranhado lustroso, vive
no cativeiro galopante de uma liberdade mal entendida.
A zebra passeia sua singularidade desedenhando-se nela
mesma.
Juan José Arreola. Narrativa Completa.
México (DF): Alfaguara, 1997.
Tradução: Alberto Lyra
"Duas zebras brigam: se atiram contra e contra, empinadas -
e tudo, zás, zás, são relâmpagos." Zôo, in Guimarães Rosa:
Ave, Palavra,
por aly . 7:35 AM .
Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
BENJAMIN ASJA LACIS

Walter Benjamin: Rua de Mão Única, 1928 (1ª edição alemã) Foto & desenho de capa por Sasha Stone
Consignada em página ímpar, fronteira ao verso do
sumário da obra acima ilustrada - após a repetição
do título do livro –, a seguinte dedicatória do autor:
Esta rua chama-se
Rua Asja Lacis,
em homenagem àquela que,
na qualidade de engenheiro,
a rasgou dentro do autor.
Walter Benjamin. Rua de Mão Única.
São Paulo: Brasiliense, 1987.
"Asja Lacis lembra-se do seu primeiro encontro* com WB em suas
memórias. Ela havia entrado em uma loja para comprar amêndoas
e não sabia a palavra em italiano. Benjamin ajudou-a, traduzindo
para ela. Então foi encontrá-la na piazza e apresentando-se com
grande amabilidade burguesa, perguntou se podia ajudá-la a
carregar os pacotes. Ela se lembra de sua primeira impressão:
Óculos que irradiavam a luz como pequenos spotlights, cabelos grossos, escuros,
nariz fino, mãos desajeitadas – os pacotes caíram de suas mãos. Para encurtar, um
sólido intelectual, de origem acomodada. Ele me acompanhou a minha casa, e antes
de retirar-se pediu permissão para visitar-me.
Ele voltou imediatamente, no dia seguinte. Eu estava na cozinha (se é que aquele
cubículo podia ser chamado de cozinha) e cozinhava espaguete.
Enquanto comíamos o espaguete, ele disse: 'Tenho observado vocês há duas
semanas, em seus vestidos brancos, você e [ sua filha] Daga, que têm longas
pernas, não atravessam mas esvoaçam pela praça'.
"Abaixo, Benjamin escreveu a Scholem:
Muito tem acontecido por aqui , não o melhor para o meu trabalho que ameaça
interromper-se, talvez tampouco seja o melhor para o ritmo burguês da vida, tão
indispensável para todo o o trabalho, mas absolutamente o melhor para a liberação
da vitalidade e um insight intensivo na atualidade de um Comunismo radical.
Conheci uma revolucionária russa de Riga."
*Nota d'aly: Capri, verão de 1924
No livro de Susan Buck-Morss:
Dialética do Olhar - Walter Benjamin e o Projeto das Passagens.
Belo Horizonte: UFMG/Chapecó: Argos, 2002. (excertos)
"Toda vez que experimentei um grande amor, passei por uma
transformação tão fundamental que assombrava a mim mesmo."
"Um amor genuíno me faz ficar parecido com a mulher que eu amo."
W. Benjamin in J. M. Coetzee, aqui,
por aly . 1:00 AM .
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